Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Review’

200912082300.jpgDemorou, mas saiu. Eis a primeira versão beta do tão esperado navegador do Google, desta vez em sua versão para Mac OS X 10.5 ou superior, somente para intel. O download pode ser feito através deste link.

Como nunca fui com a cara do Firefox no Mac, principalmente pela sua fome de recursos, e plenamente satisfeito com o Safari, resolvi dar uma chance ao Chrome e, após um bom tempo de navegação e testes, estou muito impressionado. A renderização do conteúdo é rápido, pois ele usa o mesmo “motor” do Safari, porém com seu próprio motor para javascript, e todos os sites e fóruns que navego e frequento diariamente abriram perfeitamente, tão rápidos quanto no Safari.

Sobre o tempo de carga, ou cold start, do browser, mais um ponto positivo… é clicar o app no dock e em um segundo depois já iniciar a navegação. Ao abrir pela primeira vez ele já solicita a transferência das configurações e bookmarks do Safari, bem fácil.

Nota 9 no boletim! Como tudo no google, vai ficar beta por um bom tempo! eheheh

Gostei!

Read Full Post »

Como disse no post anterior, estava em dúvida entre um Nokia N95 e um iPhone 3G, aparelhos que coçaram muito minha carteira desde que apareceram no mercado livre país. Segurei muito, muito mesmo, para não comprar um N95 e/ou um iPhone primeira geração. Apesar de ter lido bastante sobre os benefícios dos dois aparelhos, e também conseguir testá-los e compará-los lado a lado, acabei sendo abduzido pelo iPhone, sua interface e possibilidades. O N95 é espetacular também, mas é impressionante o quão apelativo visualmente é o iPhone, aquela tela gigante, o interface multi-touch, o acabamento geral do equipamento e além de tudo, ser da Apple e ter um SO espetacular. Foi muito bom esperar, agora o iPhone 3G finalmente chegou, tudo bem que a um preço nada amigável aos bolsos, mas agora é possível ter um sem se preocupar com desbloqueios e atualizações desastrosas de firmware.

No dia D, da Decisão, precisamente às 19h10min do dia 28/09/2008, loja da Vivo do Shopping Bourbon, São Paulo/SP, iPhone 3G na mão esquerda e um N95 na mão direita… to be or not to be Apple… escolher entre dois aparelhos maravilhosos. Não era cliente Vivo, era da TIM, mas estava insatisfeito com os planos e a qualidade dos serviços deles, estava a fim de mudar de operadora mesmo e aproveitei a coceira para trocar de aparelho também. Foi muito cruel, mas o iPhone 3G levou a melhor e fui mais uma vítima do campo de distorção da realidade do Mr. Jobs. Saí da loja com um iPhone 3G 16GB branco, coisa linda… LINDA, o branco chega a ser exuberante, os caras capricharam muito no design do equipamento, é algo singular. Aquela caixa, cheiro de novo, o material, limpo e objetivo, coisa que a Apple consegue fazer muito bem. Foi tão prazeroso que fiz um vídeo do unboxing e tirei algumas fotos também. Contratei o plano mais chulé, iPhone 50, pelo valor de R$ 71 mensais, que me dá direito a 50 minutos para fixos e outras operadoras, 50 minutos para Vivo (+50 minutos mensais promocionais nos primeiros 12 meses), 100 torpedos e 250MB de dados. Vou utilizar como experiência, dado que não utilizava mais que 30 minutos na TIM. Já para dados, até o momento, utilizei 54,6MB, creio que os 250MB sejam suficientes. Se precisar de mais migro para o próximo plano disponível.

Uma semana e alguns dias depois da loucura aquisição, estou com uma excelente impressão do iPhone 3G, e também da Vivo, que cumpre até agora o contrato de serviço, entregando uma ótima cobertura, tanto dos pacotes de telefonia quanto de dados, garantindo uma ótima velocidade. Vamos a um review das principais funções que utilizei nestes dias:

– Obviamente, o telefone: a interface é um espetáculo, incluindo a facilidade de achar contatos e discar, enviar SMS e tudo mais. Não gostei do volume do áudio, que é bem baixo se preciso usar o auto-falante e o iPhone está no suporte para o GPS do carro, quando estou dirigindo, por exemplo. O fone de ouvido é muito bom.

– GPS: no trajeto diário entre minha casa e o trabalho, de aproximadamente 12km, o Assisted GPS + GPS, funcionam muito bem no carro, garantindo uma ótima velocidade de localização e estabilidade de sinal. Não tive nenhum problema no caminho. Noto que ele só é problemático em alguns lugares fechados, como em casa/AP e no trabalho.

– 3G/dados: esta é o quesito chave que me fez escolher o iPhone em frente ao N95. A facilidade de ler e-mails, respondê-los e navegar pelo Safari é um grande diferencial. O Safari se comportou muito bem na renderização das páginas que eu costumo acessar mais. Ponto positivo para a Apple. O sinal 3G da Vivo fica 90% do tempo operante, visitando várias regiões da cidade. Gostei muito deste ponto e vale salientar que se você pretende aumentar a duração da bateria é bom desabilitar o PUSH. Em testes feitos em meu aparelho, com o PUSH ativo, a bateria durou menos de 24h em uso normal (GPS, e-mail, navegação básica, telefone e sem utilizar WiFi). Desabilitei o PUSH e a bateria passou a durar quase 3 dias nas mesmas condicões, creio que utilizei o WiFi algumas vezes em casa. É um ponto a se considerar a razão do PUSH, pois não preciso ser notificado toda hora que chega um e-mail.

– App Store: a do Brasil é extremamente limitada, mas consegui achar e comprar alguns programas muito bons, por exemplo: Spreadsheet (um “pocket” Excel), o Ultralingua (tradutor inglês <-> português), SplashID (wallet com sincronia com o notebook) e o iSilo. Também baixei vários outros gratuitos, como: Units (conversor de medidas), 12C-Lite (HP 12C), fring (cliente de comunicação), WebMsgr (cliente Instant Messenger), LabTimer (um ótimo cronômetro, muito bom em reuniões) e vários jogos (criei uma conta na App Store americana). Entre os jogos recomendo MUITO: Aurora Feint, Brain Toot, Cradle, Labyrinth LE, Mahjong, Morocco, Sol Free, Sudoku e Tangrams LE.

O que eu não gostei, definitivamente, e me fazem falta:
– Bluetooth não “pareia” (cruzes!) com outros dispositivos além de fones bluetooth.
– Como já disse, o auto-falante é muito baixo, mesmo com volume no máximo.
– Microfone tem baixa sensibilidade.
– App Store brasileira, como dito, não possui jogos bons vendidos lá fora.
– GPS poderia ter suporte a mudanças de ruas durante o trajeto. Ele não ajusta o caminho caso faça algum desvio da rota estabelecida.
– Cadê a iTunes Store?
– Não é fácil trocar a bateria, apesar de não ser difícil abrir o iPhone, como vi em alguns vídeos no youtube.
– A correção automática é extremamente inconveniente na maioria das vezes. Ainda bem que provavelmente haverá uma forma de desabilitá-la na versão 2.2 do firmware.
– Browser não suporta Flash nem Java.
– Essa é foda: não possui copy & paste, incrível! Básico!
– Câmera de apenas 2MP.

Conclusão: após uma semana de uso moderado posso dizer que foi uma excelente aquisição. O equipamento é espetacular, existem muitas possibilidades de uso através da aquisição de outros aplicativos. O fato de ter internet a qualquer hora e em qualquer lugar é um diferencial, mas ainda não é algo maduro em nosso país, e nem está ao alcance de todos, mas está caminhando e a Apple já teve esta sacada e, finalmente, nos trouxe um aparelho que agrega estas funções de forma magnífica. Navegar no iPhone é uma experiência singular. Ler e enviar e-mails é fácil e agradável. Jogar usando a tela multi-touch e o acelerômetro é fantástico. Recomendo muito, muito mesmo, o jogo Labyrinth LE, é impressionante! O iPod com flip dos discos é show de bola! Não creio que teria mais prazer com a interface do N95. Os dois pertencem a segmentos distintos claro, mas em recursos o iPhone ganha de lavada.

Read Full Post »

200807302150.jpg

A Adobe lançou neste último dia 28 o tão aguardado upgrade do seu espetacular software de workflow para fotógrafos, o Photoshop Lightroom 2. Desde abril deste ano, quando a versão beta foi disponibilizada ao público, esta versão vem recebendo muitos feedbacks e sugestões, e realmente é inacreditável o que a Adobe conseguiu agregar para melhorar um software que já estava magnífico.

Dentre todos os novos recursos, um deles merece grande destaque, que por sinal eu não entendo a causa, motivo, razão ou circunstância pela qual a Adobe não o adicionou em sua primeira versão: o suporte a múltiplos monitores! Só utilizando para ver o quão útil este recurso se mostra, pois, como exemplo, é possível separar a janela principal em grid em somente um monitor e a visualização no outro poderá ser em loupe, por exemplo. É um espetáculo, a organização foi além do que esperava.

Além deste estupendo recurso, também foram adicionados:

1) Local adjustment brush: permite ajustes mais precisos através da escolha de áreas específicas na imagem para efetuar ajustes locais.

2) Gerenciamento de volumes: permite o livre gerenciamento e organização de suas fotos através de múltiplas unidades conectadas ao computador, sejam por rede, usb, firewire entre outros. Também permite trabalhar com previews de alta resolução, mesmo que as fotos originais não estejam disponíveis.

3) Arquitetura extensiva: é possível agora utilizar vários plug-ins para realizar tarefas complexas, como transferir imagens para seu fotolog e/ou laboratórios fotográficos entre muitas outras possibilidades.

4) Suporte a 64 bits: permite suporte a edição de imagens de tamanhos absurdos e maior capacidade de processamento.

Muitos outros recursos foram adicionados, e outros muitos melhorados, como o processamento em lotes, export de imagens com maior qualidade e nitidez, edição de fotos não-destrutiva, melhor e mais inteligente integração com o Photoshop CS3 e por aí vai. Veja a lista completa aqui.

A Adobe disponibiliza o LR 2 por US$ 299 para nova licença e US$ 99 na atualização para quem possui a versão 1.

Links interessantes:

Read Full Post »

Quem trabalha com fotografia digital reconhece a importância de boas ferramentas para trabalhar, seja para tratamento em RAW ou JPEG. Além disto, sabe o quanto é custoso importar as imagens e organizá-las de forma a serem facilmente armazenadas, catalogadas e, quando necessário, localizadas rapidamente.

Foi pensando nesta premissa que em 2003 alguns experts da Adobe se reuniram em estúdios de famosos fotógrafos profissionais para acompanhar o dia-a-dia destes caras, e tentar consolidar em uma ferramenta todo o workflow coletado, que suportasse o tratamento de suas fotografias (principalmente RAW) em um fluxo centralizado, fácil e organizado. Neste momento, o Shadowland estava sendo criado, para pouco tempo depois ser renomeado para Adobe Photoshop Lightroom. A versão 1 já mostra uma grande aceitação pela comunidade e vários fotógrafos profissionais já o adotam como gestor de seus workflows.

Consegui a versão 1.4.1, a qual estou testando em paralelo à minha atual ferramenta de workflow, o Aperture 2. O teste foi feito no seguinte equipamento:

– Apple MacBook Intel Core 2 Duo 2GHz
– Conexão externa à minha TV Samsung LCD de 26″
– 4GB RAM
– 250GB SATA 2 Samsung HD

1) Performance: o resultado favorece ao Lightroom, que carrega mais rapidamente que o Aperture, com bibliotecas contendo as mesmas imagens, replicadas. Porém, quem possui uma máquina parruda não vai notar grande diferença. O processo de importação das imagens foi mais ágil no Aperture, mas a geração dos previews foi mais ágil e interferiu menos na performance geral no Lightroom.

2) Interface: o Aperture é muito bonito e bem acabado, mas o ponto aqui também vai para o Lightroom, que possui visões especializadas em cada tarefa a ser executada. A primeira, chamada de Library, fornece uma visão completa para navegar nos folders, collections, quick collections, visualizar metadata, pesquisar fotografias entre muitos outros recursos. A segunda, Develop, como já diz, exibe uma extensa gama de editores para trabalhar nos retoques das fotografias, mas tal gama resume-se ao necessário ao workflow do fotógrafo, de forma prática e organizada. A terceira visão é a Slideshow, que permite criar apresentações das fotografias, dando várias opções de customização de cada slide de fotografias. É simplesmente espetacular! A próxima visão, Print, permite organizar e gerenciar impressões diversas da biblioteca de fotografias, seleções, collections, quick connections entre muitas outras possibilidades. E por último, a visão Web, que permite exportar álbuns digitais em flash, HTML, publicar em blogs, FTP entre muitas outras possibilidades.

3) Organização das fotografias: importar seus álbuns (folders) é um espetáculo nesta ferramenta. Este processo possibilita uma boa variedade de opções, desde importar as fotografias mantendo seus locais originais sem duplicá-las, ou mesmo importar seus álbuns copiando-os ou movendo-os para a biblioteca do Lightroom. Durante este processo, é possível adicionar informações ao metadata dos arquivos importados, função que se mostrou extremamente útil pois permitiu “rotular” os álbuns com informações completas, como informações de copyright, IPTC, informações básicas da fotografia, filtros de rating e flags entre muitas outras possibilidades. O processo de importação em si também é bastante rápido, funcionando como uma fila de tarefas, ou seja, se você der vários comandos de importação ele os executará em lotes. Visualizar as fotografias importadas também é um show a parte! Existem várias possibilidades de visualização: grid, loupe, compare e survey, que permitem controle simplificado e completo dos álbuns. Ordenar, adicionar rankings, flags, editar metadata, tudo está a mão, de forma extramamente organizada, sem precisar dar muitos cliques. Os atalhos também são muito ágeis e facilmente “decoráveis”.

4) Edição: todos os ajustes necessários estão aqui: white balance, grayscale, controles de exposure, recovery, fill light, blacks, brightness, contrast, presence, tone curve, HSL, split toning, lens correction (chromatic aberration 😉 ) e vignetting entre muitos outros. Tá tudo aqui! Agora a pergunta básica: o Lightroom substitui o Photoshop? NÃO, ainda não… pode ser que um dia ele substitua tudo que os fotógrafos recorrem ao Photoshop, condizentes ao workflow, e tragam para dentro do Lightroom. Isto será uma boa, pois a Apple pensou muito nisto em sua versão 2 do Aperture. Resumindo, o Lightroom faz um excelente trabalho, que a dupla Bridge + Photoshop sempre fizeram, de forma simplificada, organizada e produtiva.

Concluindo, vou utilizar as duas ferramentas simultaneamente por mais alguns meses até decidir por qual ficar. O Lightroom me deu a impressão de ser uma ferramenta melhor acabada e possui um futuro muito promissor. Ainda em sua versão 1, já se mostrou possuir grande suporte a formatos RAW (aproximadamente 150) através do Adobe Camera RAW, que está em sua versão 4.4.1. Junto ao Photoshop CS3 se mostra um monstro, dada a facilidade de exportação e importação das imagens editadas, e das possibilidades de guardar facilmente presets e histórico de alterações, tudo totalmente customizado pelo usuário e, o melhor, o acesso a tudo é extremamente fácil.

O Lightroom está em sua versão estável 1.4.1, a qual utilizo aqui em meu MacBook. A versão 2 beta já foi liberada para beta testing, e muita gente está testando. Quando liberar um tempinho vou baixar e testar com uma library beta aqui. Não recomendo utilizar a versão 2 beta em sua library principal… vai saber né?! Prefira o 1.4.1, que está extremamente estável e rápida. Vale cada dólar gasto!

Seguem alguns links interessantes:

Estou lendo e recomendo: The Adobe Photoshop Lightroom Book, de Martin Evening.

Read Full Post »